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Senadora evangélica defende direitos de soldados ex-seqüestrados

Por Jaline Moraes em quinta-feira, 28 agosto 2008

A senadora evangélica Claudia Rodríguez de Castellanos propôs um encontro com o ministro de Defesa, Juan Manuel Santos, para que ele responda à Sétima Comissão do Congresso colombiano a respeito dos benefícios oferecidos pelo governo aos soldados, policiais, agentes, oficiais e suboficiais seqüestrados e posteriormente libertados.

O objetivo da reunião, segundo a legisladora, é evitar que casos lamentáveis se repitam. Ela mencionou o exemplo de um soldado que, depois de preso e viver em cativeiro mantido pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), agora sobrevive da prática de reciclagem, em condições desumanas no sul de Bogotá.

Pastora da Missão Carismática Internacional (G-12), Castellanos disse que escutou, leu e viu nos meios de comunicação como alguns destes oficiais que prestaram serviços à pátria foram retirados das Forças Armadas sem pagamento de indenização, pensão, ou subsídio. “Eles sequer receberam atendimento médico e psicológico. Alguns se suicidaram, como os libertados do ataque subversivo ao batalhão de Las Delicias, entre Caquetá e Putumayo em 1996”, enfatizou.

A congressista adiantou que perguntará ao ministro da Defesa quantos são os membros da Força Pública que ainda permanecem seqüestrados e qual o tipo de ajuda oferecido pelo Ministério às famílias desses militares.

Do mesmo modo, Catellanos pretende ouvir do ministro quais são os processos de readaptação previstos para os ex-seqüestrados; quais as razões que motivaram as forças militares a afastarem ex-seqüestrados do seu quadro de funcionários e quais os tipos de subsídio ou facilidades econômicas são ofertadas para estes homens e seus familiares.

“Assim como assinalou a Corte Constitucional em várias oportunidades, um dos efeitos mais comuns para aqueles que recuperaram a liberdade é a dificuldade de adaptar-se novamente ao meio trabalhista e social”, disse a senadora.

A readaptação, agregou, depende das vivências durante o cativeiro, das vivências posteriores à liberdade, as que incidem no grau de afetação psicológica pós-trauma. “Nesse sentido é que o Estado deve empreender esforços e controle político necessários, com o intuito de estender a mão àqueles que nos defenderam das ameaças à nossa democracia”, expressou a congressista.

Fonte: ALC

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