Home » Sociedade

Constituição parece democrática, mas impõe o islamismo

Por Jaline Moraes em segunda-feira, 25 agosto 2008

MALDIVAS - Depois de quatro anos de debate, a República das Maldivas ratificou a sua Constituição. Alguns comemoram e outros criticam. As mudanças têm posto o país turístico ao lado de outras democracias mundiais, mas por outro lado, apesar de se destacar como um país democrático, implementa a lei islâmica.

Por trás das belas paisagens que encantam os visitantes há a história de um governo repressivo, de acordo com Aliança Evangélica Mundial (WEA, sigla em Inglês). As Maldivas estão debaixo da liderança do presidente Maumoon Abdul Gayoom.

A WEA acredita que as mudanças em curso sejam tão discriminatórias quanto no passado, apesar da entidade reforçar a esperança de que haja verdadeira liberdade.

A entidade informa que “claramente os meios de comunicação ocidentais ainda consideram a liberdade religiosa como um direito humano indispensável e em nenhum lugar da Constituição maldiva há qualquer linha relativa à liberdade religiosa”.

Não muçulmano perde a cidadania

O Artigo 2 diz claramente que a República das Maldivas está “baseada nos princípios do islã.” No passado, um funcionário do país escreveu no blog pessoal dele que o maldivo que se casar com um não-muçulmano ou se converter deixar o islã por outra religião corre o risco de perder a cidadania.

Está escrito no Artigo 9 que “um não-muçulmano não pode se tornar um cidadão das Maldivas.” O Artigo 16 continua, dizendo que o parlamento pode restringir as liberdades para apoiar as doutrinas do islã. Aos tribunais é permitido decidir sobre quaisquer restrições “justificadas em uma sociedade livre e democrática”.

De forma interessante, o Artigo 20 acaba se contradizendo à lei islâmica ao definir que todas as pessoas serão iguais perante a lei. Os artigos seguintes dizem respeito à afiliação religiosa, baseada na sharia (lei islâmica). Os Artigo 72a3 dizem que todos os membros do parlamento devem ser muçulmanos.

Considerando tudo isso, a WEA diz que está subentendido “que são proibidos o proselitismo e apostasia”, uma vez que atos de envangelismo e a conversão de muçulmanos a outros credos são proibidos e punidos pela lei islâmica.

No passado, cristãos foram presos e fisicamente feridos por causa de atividades missionárias. A nova Constituição deve entrar em vigor em outubro de 2008. Ore para que a perseguição não aumente para os cristãos. Ore para que eles sejam fortalecidos e sejam testemunhas corajosas da fé em Jesus.

Fonte: Portas Abertas

Notícias em seu email

Receba as notícias do Gnóticias em seu email gratuitamente!

Email

Deixe sua opinião!

Adicione seu comentário abaixo, ou faça faça trackback de seu site ou blog. Você pode também assinar esses comentários via RSS.

Seja legal. Não escreva em CAIXA ALTA. Mantenha no tópico.

Você pode usar essas tags html:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>