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Notícia publicada na(s) categoria(s) Internacional , por Redação Gospel +
Estados Unidos divulgaram balanço trágico de três anos de guerra no Iraque
08 de Janeiro de 2007 às 05:07:09
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Três mil soldados norte-americanos morreram no Iraque desde a invasão do país, consumada em Março de 2003, depois de o exército norte-americano ter anunciado ontem a morte de um militar em Bagdad, à luz de uma contagem que tem por base números do Pentágono. “Os rebeldes abriram fogo sobre uma patrulha da divisão multinacional Bagdad, matando um soldado num bairro do sudoeste da capital, a 6 de Janeiro”, anunciou o exército norte-americano, em comunicado. De acordo com o último balanço disponível no site do Pentágono, divulgado na passada sexta-feira, estavam nessa altura contabilizados 2.999 mortos, a que entretanto se somou a vítima de ontem. Entre os três mil soldados norte-americanos mortos no Iraque, 2.415 morreram em combate e 585 por “causa não hostil”, segundo o Pentágono, enquanto mais de 22.100 soldados ficaram feridos.
Durante a invasão propriamente dita, que decorreu entre 19 de Março e 30 de Abril de 2003, morreram 139 soldados. O anúncio do balanço de três mil mortos surge depois de George W. Bush ter começado a reunir uma equipa de conselheiros e generais sobre o Iraque. O chefe de Estado deverá anunciar na quarta-feira a sua nova estratégia para um país que enfrenta confrontos confessionais que, segundo as Nações Unidas, fazem mais de 100 mortos civis por dia desde o Verão passado. Numerosos reforços podem ser enviados para o Iraque, onde 130 mil soldados e fuzileiros norte-americanos estão actualmente destacados. Pelo menos 111 militares morreram em Dezembro último, o mês mais mortífero para o exército dos Estados Unidos desde Novembro de 2004, quando 137 soldados foram mortos no Iraque, nomeadamente no assalto contra a cidade rebelde de Fallujah.
Em Dezembro o número de mortos ultrapassou também o balanço simbólico das 2.973 vítimas dos atentados do 11 de Setembro de 2001, mas o número de três mil mortos no Iraque, em três anos e quase 10 meses, continua inferior ao de todas as guerras anteriormente conduzidas pelo exército norte-americano: no Vietname morreram ou desapareceram cerca de 60 mil pessoas entre 1963 e 1973, e na Coreia houve 44 mortos mortos e desaparecidos entre 1950 e 1953. Na Segunda Guerra Mundial o número ascendeu a 400 mil mortos entre 1941 e 1945. O conflito mais mortífero para os norte-americanos continua a ser a Guerra da Secessão, que fez 600 mil mortos de 1861 a 1865.
Fonte: O Primeiro de Janeiro
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Comentários
# 1 | Furtado
28 de Abril de 2007 às 22:00:18Gostaria de ressaltar aqui a importância do fracasso do atual governo norte-americano, que consiste no fato de que ele encarna a visão de mundo de religiosos conservadores, cujo prestígio declinará juntamente com o dele. Na concepção destas pessoas: a) os EUA são a maior potência do mundo em virtude da sua relação de cumplicidade com Israel ("abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem"); b) os opositores do atual governante americano - que, indiretamente, também governa o mundo - são blasfemos porque, segundo a Bíblia, "as autoridades são instituídas por Deus"; c) Israel não deve devolver as terras aos palestinos porque elas lhe foram concedidas por Deus (trata-se do Grande Israel bíblico); d) os israelenses (filhos de Sarah) não devem buscar a paz com os árabes (filhos de Hagar) porque "quando todos disserem 'há paz', eis que é chegada a repentina destruição"; Como se não bastasse, elas ainda se opõe ao progresso da ciência (como na questão da pesquisa com as células-tronco embrionárias ou do ensino da teoria da evolução nas escolas) e nutrem um enorme desejo de reverter a liberalização de costumes do séc. XX. Até a filha do pregador Billy Graham foi a um talk show televisivo dizer que "Deus permitiu o ataque às Torres Gêmeas" porque "o povo andava afastado da sua Lei". É uma concepção parecida com a de clérigos muçulmanos da Indonésia, que argumentaram que o Tsunami de 2005 foi um "castigo de Alá" derramado sobre "o seu povo", que andava se misturando com os "infiéis ocidentais" e absorvendo sua "liberdade de costumes". A consequência disto será que, em todo o Ocidente cristão, onde houver conservadores (religiosos), eles ficarão sem forças para defender suas posições, pois estarão previamente desacreditados perante o resto da sociedade. Conservadores sempre existirão, mas depois disto, as coisas nunca mais serão as mesmas. Bush acabou nos fazendo um grande favor: nos próximos dois anos de seu mandato, veremo-lo sangrar até o fim, levando consigo ao descrédito o mesmo conservadorismo religioso que ele representa.
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