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Autoridades egípcias pretendem deportar refugiados eritreus

Por Jaline Moraes em sexta-feira, 6 junho 2008

EGITO  - Autoridades egípcias estão prestes a dar início a deportações forçadas de cerca de 150 prisioneiros eritreus detidos na prisão de Kanater, no Cairo. Segundo informações recebidas pela ONG cristã Christian Solidarity Worldwide (CSW), os detentos originalmente teriam deixado a Eritréia rumo ao Egito por motivos de perseguição política e religiosa. Estima-se que existam mais de 1000 cidadãos eritreus mantidos em prisões egípcias.

De acordo com a CSW, a esses detentos lhes foi negado o acesso ao escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) no Egito, apesar de ser essa a prática normal e recomendada para o tratamento de refugiados que estão em outros países.

As deportações deles aconteceriam apesar de o ACNUR não recomendar o retorno de refugiados eritreus para a Eritréia. “Se deportados, esses prisioneiros devem enfrentar prisão imediata e possível tortura”, destaca a CSW.

Em um comunicado distribuído à imprensa , a CSW diz: “Alguns podem enfrentar execução imediata porque são ex-militares (desertores) que fugiram da Eritréia em serviço.”

Exemplos de outros refugiados

A ONG ainda acrescenta: “Organizações de defesa dos direitos humanos baseadas em Londres, como a Anistia Internacional e a Preocupação com os Direitos Humanos da Eritréia, informaram que os deportados de Malta, em 2002, enfrentaram prisão, tortura e execuções extra-judiciais. Refugiados eritreus recentemente deportados da Suécia e da Alemanha desapareceram nos labirintos dos centros de detenção de Eritréia, com conseqüências semelhantes.”

O reverendo Stuart Windsor, diretor nacional da CSW, disse: “É vital que as autoridades egípcias respeitem os tratados internacionais para os quais o Egito é signatário, permitindo que esses refugiados tenham acesso ao ACNUR.”

“Se os relatos de deportações forçadas iminentes se provarem corretos, então também pedimos com urgência que o governo egípcio reconsidere essa política, uma vez que essas pessoas certamente enfrentarão prisão cruel e tortura”, complementou Stuart Windsor.

A CSW é uma organização cristã de direitos humanos especializada na defesa da liberdade religiosa e que trabalha com perseguidos por causa de sua fé cristã.

Fonte: Portas Abertas

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