Home / notícias / 02/06/2008 10:15:06 / Atitude da Funai afeta missões cristãs que trabalham com indígenas /

Notícia publicada na(s) categoria(s) Mundo Cristão , Missões , por Jaline Moraes

Versão para impressão | Envie a um amigo | Comente esta notícia | Adicionar ao Del.icio.us | RSS

Atitude da Funai afeta missões cristãs que trabalham com indígenas

ALTERA O
TAMANHO DA LETRA

02 de Junho de 2008 às 10:15:06

Relacionadas
As fotos e informações sobre grupos indígenas isolados, recentemente divulgadas pela Fundação Nacional do Índio (Funai), provocam reflexões sobre missão evangélica entre estes povos. O missionário e antropólogo Ronaldo Lidório, que atua no evangelismo e em projetos sociais com indígenas no Amazonas, comenta que “as etnias ainda isoladas, com nenhum contato com o mundo externo, são poucas em todo o mundo, talvez um pouco mais de 120. Os números obviamente não são exatos, mas há entre 30 e 60 grupos nesta categoria na região amazônica. Alguns são grupos que se organizaram em um contexto de isolamento, porém são conhecidos por outras etnias e funcionários do governo. Outros são grupos ainda pouco conhecidos, com aparições pontuais”.

Lidório ainda afirma que “não é raro andarmos pela Amazônia e ouvirmos os indígenas comentando sobre grupos desconhecidos com raras aparições. Estes, porém, normalmente se organizam em agrupamentos pequenos, em áreas remotas e fora do trânsito de outros grupos indígenas”. Segundo dados da Funai, as etnias isoladas são protegidas do contato com não-índios. Isto dificulta uma atuação sistemática das missões junto a esses grupos.

A Funai atua com as etnias isoladas através de Frentes de Proteção Etno-Ambiental, que procuram conter invasões e, assim, manter a autonomia desses povos. Segundo artigo de Lidório, divulgado em seu site, a perda do espaço territorial é o principal fator de aculturação dos povos indígenas. Ele explica que a raiz do movimento missionário evangélico é preservacionista quanto à cultura, especialmente porque as missões cristãs defendem a permanência do índio em seu território. Lidório ainda argumenta que, assim como a terra, a possibilidade de escolha também é um direito do índio.

O coordenador do Movimento Sem Terra, João Pedro Stédile, também defende que os índios tenham voz. Em recente entrevista no Canal Livre, da Rede Bandeirantes, ele posicionou-se contrário à permanência na região amazônica de Organizações Não-Governamentais de capital estrangeiro. Sobre as ONGs religiosas, no entanto, ele primeiro declarou-se cristão e depois afirmou que os índios devem decidir se querem ou não o trabalho das entidades vinculadas à religião.



Fonte: Agência Soma
Sobre estes anúncios
Top 5 da Semana
Últimas Notícias
Receba as notícias em seu e-mail
email

Faça seu Comentário


Os campos em NEGRITO são de preenchimento obrigatório


Não será divulgado

Verificando se você é humano