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Notícia publicada na(s) categoria(s) Internacional , Sociedade , por Jaline Moraes

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Cristãos paquistaneses enfrentam tentativa de apropriação de terras

ALTERA O
TAMANHO DA LETRA

07 de Abril de 2008 às 14:29:53

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PAQUISTÃO  - Numa tentativa de se apropriar do terreno de uma igreja, três muçulmanos radicais incitaram e lideraram uma multidão para atacá-la no dia 18 de março em Gajrakh, uma vizinhança cristã da cidade de Gurjanwala, durante a Semana Santa.

O caso mobilizou os cristãos a se unirem em um protesto no dia 19 de março contra o incidente, segundo a organização Preocupação Cristã Internacional ( ICC, sigla em inglês).

De acordo com a versão lançada pela ICC, a multidão queria confiscar o terreno da comunidade que pertencia à igreja em Gajrakh. O grupo maltratou o pastor Shairf Bhatti, que presenciou o incidente junto com outros cristãos, aparentemente, no sentido de impedir o ataque.

A multidão enfurecida, de acordo com a versão, atirou pedras na igreja. Os cristãos reagiram e os radicais fugiram.

Máfia dos terrenos

O coordenador chefe do Ministério Compartilhando Vida no Paquistão, Sohail Johnson, condenou o ataque e convocou o governo a tomar medidas contra o que chamou de "máfia dos terrenos".

“A máfia dos terrenos tenta se apropriar de terras cristãs e igrejas em conivência com algumas ovelhas negras”, disse Sohail Hohnson enquanto referia-se ao que denuncia como "atos inescrupulosos do governo".

Ele também convocou os cristãos de todo o país para se unirem contra a tentativa da máfia de se apropriar de terras.

Protesto

Os cristãos residentes da área fizeram um protesto no dia seguinte e pediram por proteção a todas as minorias religiosas em seus locais de adoração. Eles bloquearam a principal rodovia na cidade e levantaram cartazes contra os responsáveis pelo ataque, exigindo justiça.

O pastor Sahri Bhatti, o pastor Sabir e outros líderes ameaçaram fazer um protesto na frente da sede das autoridades policiais caso os responsáveis não fossem presos.

Adnan Gujar, que junto com outros muçulmanos, incluindo Muhammad Asghar e Muhammad Asharaf, lideraram o ataque, foram presos. Os demais continuam soltos.

Segundo a ICC, os cristãos compraram o terreno em 1984 de um muçulmano, Muhammad Nazir. Alega-se que a venda foi feita contra a vontade dos filhos e por isso eles tentaram reaver o terreno à força.



Fonte: Portas Abertas

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