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Estudo revela o que pensam os jovens alemães

Por Jaline Moraes em quinta-feira, 3 abril 2008

O visual e a internet são considerados importantes por grande parte dos jovens alemães. Apenas minoria se interessa pela Igreja.

Os resultados de um estudo sobre a juventude encomendado pela União da Juventude Católica Alemã e pela Misereor (agência de cooperação da Igreja católica alemã) divulgados em Colônia esta semana são motivo de preocupação para as entidades religiosas. O estudo, realizado pelo Instituto Sinus, levou em consideração os dados de 5.500 pessoas de 9 a 27 anos de idade e entrevistou 132 jovens e adultos.

Somente 25% dos adolescentes ainda se interessam pela Igreja ou têm contato com ela. Este grupo é formado principalmente por jovens da classe burguesa e tradicional, de tradição cristã na família. Na concorrência com instituições consagradas internacionalmente, como a Anistia Internacional, o Greenpeace ou o WWF, a Igreja praticamente não tem chances.

Sete grupos principais

Segundo o estudo, há sete grupos de jovens no país: burgueses (14%), tradicionalistas (4%), materialistas-consumistas (11%), pós-materialistas (6%), hedonistas (26%), ambiciosos “performers modernos” (que preferem não se definir por uma linha e perfazem 25%) e experimentalistas (14%), que constantemente buscam novas tendências.

Os hedonistas são os que vivem o “aqui e hoje”, sem grandes planos para o futuro. Os pós-materialistas procuram projetos que lhes façam sentido, mas não têm um pensamento-guia como na década de 1980. Os responsáveis pelo estudo reconhecem tratar-se de grupos ou tendências com os quais a Igreja tem muito pouco contato.

Por isso, o estudo é interpretado como instrumento para a formulação de novas estratégias de acesso ao jovem, comentou Dirk Tänzler, presidente da União da Juventude Católica Alemã. “Temos de melhorar nossa imagem e nos tornar mais atraentes”, concluiu.

Tendências comuns

Apesar das diferenças gritantes entre comportamentos, também há tendências comuns entre os jovens. Aí se pode citar a internet, disse Carsten Wippermann, do Instituto Sinus.

Os jovens preocupados com as tendências do futuro consideram decisivas a mobilidade, a flexibilidade e a rede virtual, na forma de fóruns fechados para estudantes e universitários.

Ao mesmo tempo, há tendências contrárias à internet: os pesquisadores constataram um processo de “desaceleração” e a busca pela estética e pela beleza. Por exemplo, onde a internet tem dominância, o papel voltou a tornar-se interessante, o que segundo o estudo é provado pelo êxito de revistas pós-modernas.

Espiritualidade existe

Embora o estudo tenha revelado que boa parte dos jovens admita ser espiritualista, eles dizem ver na Igreja católica uma instituição antiquada e “empoeirada”. Principalmente quem na infância não teve contato com a Igreja, vê nela uma instituição morosa e entediante.

Embora vejam em jovens grupos cristãos a opção pelo comunitário, os adolescentes alemães dizem que esta sensação também é encontrada em projetos amplos de outras organizações. Por exemplo, em prol do meio ambiente.

Neste aspecto, a Misereor vê uma possibilidade de cativar os jovens para seus projetos no exterior, disse seu presidente, Thomas Antkowiak.

Fonte: DW World

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