Jovens manifestam contra a Lei da Mordaça e pelo direito de culto no Brasil
A reunião da Comissão de Direitos Humanos (CDH) de quinta (dia 6) do Senado foi marcada por protestos. O senador Gim Argello (PTB-DF) enviou um requerimento à Mesa Diretora solicitando que o PLC 122/06 seja enviado à Comissão de Assuntos Sociais (CAS) antes de ser votado na CDH.
Durante a reunião na CDH, manifestantes evangélicos - alguns com crachás de assessores - fizeram uma manifestação contra o PLC 122/06 com cartazes em papel sulfite, nos quais havia a frase “Contra o PLC 122, pela liberdade de culto, contra o PLC 122″.
A sugestão de Argello provocou diversas manifestações de repúdio. O requerimento proposto por ele terá que ser votado pelo Plenário, ou seja, por todos os senadores da casa porque o pedido foi feito à Mesa Diretora.
Relatora da matéria na CDH, a senadora Fátima Cleide (PT-RO) considerou o requerimento “um golpe na democracia”. Na opinião da senadora, a atitude é uma tentativa de protelar o exame da matéria.
No mesmo sentido, o senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) opinou que deve ser mantida a tramitação da matéria na CDH e defendeu que o requerimento não seja aprovado pelos senadores em plenário.
O senador Paulo Paim (PT-RS), presidente da CDH, lembrou que a comissão decidiu por consenso retirar o PLC 122/06 de pauta para que seja construído acordo em torno do relatório de Fátima Cleide, permitindo a votação da matéria no início de 2008.
A busca de entendimento foi ressaltada também pelo senador Flávio Arns (PT-PR), que lembrou os esforços feitos para construir um ordenamento jurídico que proteja os brasileiros contra todas as formas de discriminação.
Já o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) criticou a relatora por “não ter mudado uma linha sequer” em seu relatório, apesar de ter ouvido a todos. Crivella saudou jovens que se manifestavam durante a reunião da CDH “pelo direito de culto” e lembrou a grande controvérsia que envolve o projeto.
“Não há católico ou evangélico que seja contra guardar a dignidade de quem assumiu a sua opção sexual. A controvérsia toda é que o projeto fere a liberdade de culto das pessoas que, embora respeitando os homossexuais, acham que isso é pecado”, afirmou. “A relatora ouviu a todos, mas não mudou uma linha sequer de seu relatório”, acrescentou Crivella.
Fonte: Elnet
As pessoas que são contra essa lei, ja estão caracterizando sinais de preconceito, acredito que a PLC 122 não quer acabar com a liberdade de expressão de ninguém, com essa lei queremos simplesmente respeito, da mesma forma que você não pode discriminar alguém por ser negro, deveria pensar que não se deve discriminar alguém pelo simples fato de ser homossexual.
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