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Artigo publicado na(s) seção(ões) na(s) seção(ões) Teologia por Lucas Ferreira em 27 de Novembro de 2007 às 09:06:26
A vinda do homem do pecado e a vinda do Filho do homem
A vinda do homem do pecado
Quem é o homem do pecado? O que ele pretende fazer, a sua missão, é muito mais importante do que o seu nome. Ele é o oposto de Jesus. Enquanto o Senhor, “embora Deus, não exigiu nem tampouco se apegou a seus direitos como Deus, mas pôs de lado seu imenso poder e sua glória, ocultando-se sob a forma de escravo e tornando-se como os homens” (Fp 2.6-7, BV), o homem do pecado, embora criatura, proclama-se Deus. Jesus desce dos céus e ele pretende subir aos céus. Jesus se humilha e ele se exalta. Jesus restaura a comunhão do ser humano com Deus, perdida originalmente na queda, e ele “se ergue contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de culto, até sentar-se no templo de Deus, proclamando-se Deus” (2Ts 2.4, BP). Nesse sentido, o biólogo ultradarwinista Richard Dawkins, na tentativa de arrasar com todas as religiões do mundo através de seus livros — principalmente Deus, Um Delírio, recentemente lançado no Brasil — chega bem perto do homem do pecado.
Paulo usa outras duas expressões para se referir ao homem do pecado em 2 Tessalonicenses 2. Ele é o “filho da perdição” (v. 3) e “o perverso” (v. 8 e 9). A primeira expressão lembra a oração sacerdotal de Jesus no Cenáculo, quando o Senhor se refere a Judas: “Nenhum deles [dos discípulos] se perdeu, exceto o filho da perdição” (Jo 17.12). Como o apóstolo traidor, o homem do pecado é “o destinado à perdição” (BP) ou o “filho do inferno” (BV) ou “aquele cuja perda é certa” (EP). A segunda expressão pode ser traduzida como “o iníquo”, “o ímpio”, “o homem da rebelião”, “o homem da anomalia” ou “o pecado em figura de humana” (BP).
O nome mais popular e mais óbvio para o homem do pecado, Paulo não usa em nenhuma de suas cartas. É João quem o chama quatro vezes de “anticristo” (1Jo 2.18, 22; 4.3; 2 Jo 7).
Até o presente momento, o homem do pecado ainda não foi revelado, ainda não tirou a máscara, ainda não subiu ao palco nem ao altar. Talvez já esteja por aí, nos bastidores da mentira, nos camarins da vida, nas sacristias dos templos dos demônios ou nos subterrâneos do mal. Ele ainda não entrou em cena de modo visível, audível e palpável. Alguma coisa ou alguma pessoa o detém, de acordo com Paulo (2Ts 2.7). (Veja O anticristo aparecerá com o desaparecimento daquele que agora o detém.)
Mas no devido tempo o líder da apostasia, a incorporação da iniqüidade, a cristalização da ímpia oposição a Cristo, o anticristo, o adversário escatológico (isto é, dos tempos do fim) há de vir. Então, ele “se apresentará por força de Satanás, com todo o tipo de milagres, sinais e falsos prodígios” (2Ts 2.9, BP).
William Hendriksen afirma que o homem do pecado é uma pessoa e “não um poder abstrato ou um conceito coletivo”. Também não é Nero, aquele jovem de 17 anos que governou com despotismo o Império Romano (do ano 54 ao 68) e ordenou a primeira grande perseguição aos cristãos (64), trazido de volta à história. Nem o papa — tese defendida pelo reformador inglês João Wycliffe (1330-1384), por causa dos escândalos da Cúria Romana de então. Nem muito menos o diabo, já que é ele quem envia e empresta poder ao pavoroso personagem que chega “até a assentar-se no santuário de Deus, proclamando que ele mesmo é Deus” (Comentário de 1 e 2 Tessalonicenses. p. 251-265).
A vinda do Filho do homem
Várias vezes nos quatro Evangelhos e uma vez em Atos dos Apóstolos (7.56), Jesus é chamado “Filho do homem”. Enquanto a expressão “Filho de Deus” indica a natureza divina de Jesus, a expressão “Filho do homem” indica a sua natureza humana. Quando se refere à volta de Jesus, os Evangelhos preferem chamá-lo de “Filho do homem” (Mt 16.27; Mc 13.26; Lc 12.40).
Algum tempo depois da vinda horrorosa do homem do pecado, se dará a vinda gloriosa do Filho do homem. A Escritura não revela a extensão do tempo entre uma vinda e outra.
A vinda de Jesus ou, melhor, a sua segunda vinda (Hb 9.28) ao mesmo cenário da primeira vinda, é tão importante quanto o seu nascimento virginal, o seu sacrifício vicário, a sua ressurreição dentre os mortos, a sua ascensão aos céus e o seu solene assentar à direita do Pai para estender o seu reinado até o estabelecimento definitivo de sua soberania, derrubando todos os seus inimigos, isto é, toda estrutura que contenha o mal e agrida ou enfraqueça a beleza e a glória da criação em seu todo, inclusive a morte, a mais cruel e imbatível de todas as desgraças que acompanham de perto a queda do homem (1Co 15.20-28). Trata-se de uma história que tem início, meio e fim, um enredo que começa em Gênesis (no jardim do Éden), passa pelo Evangelho de Mateus (no jardim do Getsêmani) e termina no Apocalipse (no jardim da Cidade Santa). O bloco é um só e definitivamente inquebrável.
A vinda do Filho do homem é uma das maiores esperanças para todos os que são alcançados pela graça irresistível. Principalmente porque dela dependem outras esperanças de igual importância, como a ressurreição do corpo, o banimento do pecado, a morte da morte, a redenção da própria criação e o advento de novos céus e nova terra. Todo o conjunto pode ser descrito como a plenitude da salvação.
Jesus mesmo se refere à sua segunda vinda. Às vezes com uma notável simplicidade, como ao se dirigir a Pedro: “Se eu quiser que ele [João] permaneça vivo até que eu volte, o que lhe importa?” (Jo 21.22).
Outras vezes, chama a atenção para a solenidade do evento: “Então [imediatamente após a tribulação] aparecerá no céu o sinal do Filho do homem e todas as nações da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo nas nuvens do céu com poder e grande glória” (Mt 24.30). No momento exato em que uma nuvem encobria da vista dos discípulos o corpo ressurrecto de Jesus, que estava sendo elevado às alturas, dois anjos surgiram diante deles e explicaram:“Galileus, por que vocês estão olhando para o céu? Este mesmo Jesus, que dentre vocês foi elevado aos céus, voltará da mesma forma como o viram subir” (At 1.11).
A vinda do Filho do homem será tão repentina e visível como o relâmpago, que “sai do Oriente e se mostra no Ocidente” (Mt 24.27). Ocorrerá de surpresa, sem que se saiba o dia e a hora, mesmo que haja sinais que antecedem o momento da sua vinda. Os sinais, na verdade, são processos contínuos que podem ser vistos desde os tempos dos apóstolos. Servem para deixar a igreja em permanente estado de alerta (Lc 21.25-36). Por ela ser absolutamente certa e imprevisível quanto à data, Paulo conclama “que todo o espírito, a alma e o corpo de vocês sejam preservados irrepreensíveis na vinda do nosso Senhor Jesus Cristo” (1Ts 5.23)!
Fonte: Editora Ultimato
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Comentários
# 1 | Daniel
07 de Julho de 2008 às 17:30:39é,interessante esse assunto e ao mesmo tempo perigo por haver mal interpretaçoes:...anticristo ja existe e todos sabem quem ele é so nao querem admitir isso...o profeta Daniel deu as caracteristicas dele e se o autor desse texto acima le a biblia ele vai encontrar...mas para ajudar ele vou colocar aqui.; Apocalipse 13:6 e Daniel 8:11 previram que o papado haveria de engrandecer-se frente ao Príncipe dos exércitos, e haveria de lançar por terra o lugar do Santuário, o qual indica que este poder tentaria usurpar o lugar de Cristo, seu ministério intercessor e sua posição no Santuário celestial. As seguintes declarações da Igreja Católica Romana e da história falam por si do cumprimento desta profecia: “Apenas o Papa pode ser chamado vigário de Cristo... por isso o Papa está coroado com uma coroa tripla, como rei do céu, da terra e das regiões inferiores... O Papa é como se fosse Deus sobre a terra”. “O Papa é infalível quando decide sobre doutrina de fé ou de moral e manda que seja aceita por toda a igreja... Sua voz é a voz de Cristo”. “O Papa materializava suas reflexões nas “bulas”, e como vigário de Cristo, somente ele tinha o poder de conceder a absolvição para os pecados mais graves”. “... o Papa era o vigário de Cristo, a interseção entre o céu e a terra”. Muitas vezes se assegura que o Papa é “o vigário de Cristo”, e o que é um vigário? De acordo com o dicionário, um vigário é alguém “que tem a posição de outro ou o substitui”. Pretensão papal tão temida era o que tinha em mente o apóstolo São João quando escreveu: “E foi-lhe dada uma boca, para proferir grandes coisas e blasfêmias...E abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu”. A Bíblia é enfática ao ensinar que um homem blasfema quando se faz igual a Deus ou quando pretende perdoar os pecados cometidos contra ele. MARTINHO LUTERO DISSE: “Oh! Quando não me custou, apesar de que me sustente a Santa Escritura, convencer-me de que é minha obrigação encarar sozinho com o Papa e apresentá-lo como o Anti-Cristo! Quantas não têm sido as tribulações do meu coração! Quantas vezes tenho feito a mim mesmo a mesma pergunta que tenho ouvido freqüentemente de lábios dos papistas! Somente tu é sábio? Todos os demais estão errados? O que acontecerá se ao final de tudo isto tu estás errado e envolves no engano a tantas almas que serão condenadas por toda a eternidade? Assim lutei contra mim mesmo e contra Satanás, até que Cristo, por Sua Palavra infalível, fortaleceu meu coração contra estas dúvidas”. “O Papa.. quer apagar a luz do Evangelho destinada a iluminar ao mundo. É, então, o Anti-Cristo predito por Daniel, pelo Senhor Jesus Cristo, Pedro, Paulo e o Apocalipse”. leia mais a biblia...que ninguem sera enganado. abraços e que DEUS ilumine seus caminho.
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